Desabafo de uma [ex-]perfeccionista

CO_felicidade

Escrevi esse texto outro dia no meu caderno e quis postar aqui para vocês. No título escrevi “Desabafo de uma [ex-]perfecionista” porque esse é o meu objetivo… ser uma ex e não mais perfeccionista! kkkk

Melhorei muito depois que percebi o quanto me atrapalhava. Você pode entender melhor lendo o meu Perfil no menu do blog. 🙂

Esse ano tenho estado um pouco estressada no meu trabalho e não quero deixar isso acontecer [de novo]. Trabalho no setor administrativo/financeiro de um grupo de empresas. Mudamos recentemente o sistema que usamos e ainda não estou muito segura com ele… tenho medo de errar. Não quero e nem posso ficar estressada do jeito que eu estava!

Lembrando das matérias e pesquisas que eu fiz sobre o perfeccionismo, uma forma de vencê-lo é, propositalmente, fazer as coisas de maneira menos organizada, mais prática e sem buscar a perfeição.

Eu estava pensando e me veio à mente que quando eu assisto filmes, vejo revistas e sites com aquelas ilustrações lindas de home offices, cheios de caixas organizadoras, objetos de decoração, tudo em seu devido lugar, super planejados, sempre um mais lindo que o outro… fico com aquela imagem na minha cabeça e muitas vezes ela simboliza o perfeito para mim. Eu esqueço que não é bem assim e quando percebo isso, tenho uma recaída e começo a ficar insatisfeita com tudo o que eu faço e tenho! Acho sempre que eu poderia fazer melhor, e melhor, e melhor… Você já se sentiu assim?

Há uns meses eu estava viciada em um blog – entrava todo dia! Espontaneamente me imaginei no estilo de vida da autora… ela me inspirava e até comprei uns cadernos que ela falou no blog (#alouca por papelaria! hehe). Quando me dei conta de que não sou igual a ela! A minha rotina diária, personalidade e estilo são totalmente diferentes da dela – e a minha conta bancária também! 😛

Temos responsabilidades e prioridades diferentes, ninguém é igual… essa é a graça não é? 😉

Então, lá vai:

Vamos parar de querer ser quem não somos? E de querer ter o que não podemos (ainda) ter?

Olha, não sei exatamente como conseguir isso, mas vou começar sendo mais feliz HOJE!

E você?

Comente! 😉

felicidade– Eu sou responsável pela minha própria felicidade! –

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Até a próxima,
Caroline Segovia.

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O perfeccionismo

Existe um lema no meio do empreendedorismo que diz o seguinte:

Feito é melhor que perfeito!

Eu tive a oportunidade de conversar com uma pessoa que me apresentou essa frase e me deu a tarefa de ir no Google, procurar um banner sobre isso e colocar como papel de parede do meu computador e eu assim fiz! Se quiser fazer o mesmo fique a vontade. 😉

done is better than perfect

Bom, depois de alguns minutos… eu escolhi esse aqui, repetindo mil vezes a frase na minha mente, me esforçando para ser mais rápida e menos perfeccionista!: “Feito é melhor que perfeito! Feito é melhor que perfeito, Carol!” kkkk

Só quem vive o perfeccionismo sabe o que é. Muitos acham besteira (meu pai), outros acham chato (minha mãe), mas o fato é que não é nada fácil viver com a auto-crítica lá em cima e muitas vezes não saber lidar com ela.

Vou te falar uma coisa: tem jeito! 🙂

Quais são os tipos de perfeccionismo?

Não podemos classificar uma pessoa de acordo com um tipo específico, não se trata de diferentes padrões de comportamento mas sim de compreender qual é a direção predominante desse comportamento perfeccionista.

O perfeccionismo auto-motivado exige a perfeição das suas próprias atitudes, já o perfeccionismo orientado para o outro, exige a perfeição das outras pessoas ao seu redor como: amigos, colegas de trabalho, filhos, entre outros.

Existe um terceiro tipo que é o socialmente imposto. Nesse caso a perfeição é imposta pela sociedade. A pessoa pensa que para ser aceita deve ser melhor e sofre por nunca conseguir ser “merecedora”.

O perfeccionismo é prejudicial?

Alguns estudiosos dizem que não há forma sadia de perfeccionismo e eu concordo, já outros o distinguem pelo nível de cobrança, sendo exigido em apenas determinadas situações ou em tudo.

O ruim é quando atrapalha relacionamentos, usa-se de altos padrões para avaliar os outros e interfere na satisfação pessoal. Um exemplo comum é uma pessoa com um projeto que nunca terminou por achar que nunca está bom “o suficiente”.

O perfeccionismo está ligado a disfunções alimentares como: anorexia e bulimia, ansiedade, depressão e estresse, que diga-se de passagem, é o causador de vários problemas de saúde como: problemas de coração e imunidade baixa.

Tratamentos

Sidney Blatt, psiquiatra, defende a ideia de que é necessário um tratamento de longo prazo, caso o perfeccionismo chegue a um nível neurótico, pois trata-se de um estilo de personalidade, ou seja, gerado em interações ainda na infância. Nesses casos é preciso que a pessoa entenda que precisa baixar os padrões. Ela precisa aprender técnicas para trabalhar a ansiedade, lidar com os erros e entender que não existe ninguém perfeito.

A questão é que o perfeccionista é independente e acha que consegue lidar com tudo sozinho. Há livros de auto ajuda que podem realmente auxiliar mas é necessário que ele enxergue que precisa de mais, se não pode ser até perigoso. Desabafar com alguém e perceber que outros podem ter os mesmos problemas será um alívio. Livros são muito bons, mas é necessário cuidado para se ter informações válidas sobre o assunto.

O papel da família

Pergunte a um perfeccionista desde quando ele é assim e ele vai te responder: desde sempre.

Como já entendemos, a família exerce um papel importante na formação da personalidade da pessoa. Um exemplo é a depressão infantil, devido a pressão dos pais para um desempenho sempre impecável dos filhos. Em um estudo realizado, crianças de 4 anos já apresentavam sintomas de perfeccionismo.

Para não causar problemas sérios, evite comparações, elogie mais o seu filho(a) e um pouco de compreensão nunca será demais. As pessoas pensam que precisam atingir o nível mais alto, e mesmo quando o atingem, não é o suficiente.

Conclusão

Existe uma diferença entre querer fazer certo e TER que ser perfeito. Numa sociedade em que o excelente e a produtividade tem tanto valor é natural achar que o perfeccionismo possa trazer algum benefício, mas na verdade ele só atrasa.

Eu tenho aprendido isso e tem sido motivador, além de aliviante. Ninguém aguenta tanta autocrítica e autocobrança. Entenda que ser imperfeito é normal e ser perfeito é anormal!

Não se esqueça do papel de parede do seu computador! 😛

Espero ter ajudado, comente o que achou do artigo e se tem alguma dúvida que assim que possível responderei ou farei novos artigos para te ajudar!

Até a próxima,
Caroline Segovia,